Wednesday, November 07, 2012

Meu Bem, Estivesse Dia Claro... : Grande Sertão: Veredas



Da coleção de primeiras edições autografadas merece destaque, claro, o Grande Sertão: Veredas, comprado em 4 de junho de 1991 no Sebo Dantes, quando ainda em Ipanema.

O preço de 100 dólares era o meu salário exato como professor / recreador do Tabladinho. O livro estava já reservado para mim (não tinha eu conta em banco, cheques, à época) e na véspera tive sono agitado.

Quando peguei o Grande Sertão para enfim ler não foi obviamente esta edição, inda mais porque levei para o Ceará e Brasília em mítica viagem de janeiro de 1992. Não se leva uma primeira edição autografada em mochila. Levei a quarta, em que podia sublinhar e anotar nas margens à vontade.

Li tanto na rede do Felipe Barroso que em meus sonhos eu falava tal qual o Riobaldo.

Escolher trecho preferido aqui é muito perigoso, impossível mesmo. A passagem final, quando Riobaldo descobre, dói demais:

Diadorim era mulher como o sol não acende a água do rio Urucúia, como eu solucei meu desespero.... Mas aqueles olhos eu beijei, e as faces, a boca... E eu não sabia por que nome chamar; eu exclamei me doendo:

- "Meu amor!..."

Mas hoje fico com o Tatarana, em desesperos e confusões de amor, se revelando, para logo levar uma senhora reprimenda de Diadorim:

 E tudo impossível. Três-tantos impossível, que eu descuidei, e falei: - ...Meu bem, estivesse dia claro, e eu pudesse espiar a cor de seus olhos... -; o disse, vagável num esquecimento, assim como estivesse pensando somente, modo se diz um verso.


E agora está escuro aqui em casa.  Fosse dia claro...

5 comments:

sebo esquina da cultura said...

quer vender??
Pago bem!!
Otávio marcelino (21)98633112

sebo esquina da cultura said...

quer vender?? pago bem pelo exemplar!!
21 9863-3112
Otávio marcelino

A VIDA NUMA GOA said...

Não, Otávio, não está à venda.

luciana said...

Uau!!!!!!!!

luciana said...
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